Diz

Aquelas horas em que me pego.
Tem horas que eu me pego pensando
Em seus pés descalços,
Na fenda do seu vestido,
Em seu decote suado,
No que você anda fazendo,
Com quem você anda (se) metendo,
E eu fico nessa por horas.

Calores. Apenas calores.
Por dentro e por baixo
Performático.

Diz-me você o que pensa nessas horas.

Mas diz aqui, de quatro, quero dizer,

De perto.

Só publicando novamente…

Essa é uma parada que eu tô escrevendo devagar. Revisão do texto de meu amigo e crítico Léo Goulart (de quem eu ouvi que esse texto, esse projeto, é algo onde “não há nenhum lirismo, só gente mesmo.” 🙂

Life framings I:

– How can you be so cynical? You are just pretending.

– You’re tellin’ me this, wishin’ or believin’ you can help me?

– Both, indeed.

– Well, it’s ok to you we leave this place now and spend a weekend in a motel room and drinking, talkin’ about nothing while I write in and on your body at the same time we fuck?

– Yes…

– So come back in ten years and if you look me in the eye with this same glance, this same wet scent, we’ll retake this conversation.

– In ten years you’ll be dead if you don’t get out with me right now.

(He smiles)

– I’m a mistake. And it seems you’re perfect, which makes me… suitable by your side, because this turns you into a human.

(She smiles. The couple goes in silence, holding hands).