Futuro

Uma viagem só vale a pena
Quando as bagagens estão
Fechadas e prontas,
Mas você, ao contrário, não.

A verdadeira mudança de ares
É aquela que, no pensamento,
No seu respiro, muda o ritmo
Da sua respiração.

Transformações são reais
Quando imaginadas em sonho
Depois que acontecem.

O tempo passando é uma história
Contada de trás pra frente
Enquanto se vive.

Ou,

Num esqueci do blog não… é que eu tô numas correrias aqui… muitos movimentos em várias direções, para muita coisa.

Enquanto isso, vai relendo as coisas aí, cidadã(o), e comenta!

Até,

P.

Insomnia

Bem, achei um “retalho” escrito aqui, em inglês, coisa das antigas… =P vou colocar aqui para ver se cabe revisão (Aí, se for o caso vou alterando – mandaê quem quiser, via coment. mesmo) e porque tem uma outra coisa: precisava de algo para inaugurar um segmento de textos meus em outras línguas. É isso. Até!

Insomnia

The Sun rises and sets,
Determines itself,
Comes and goes
Spitting light.

Nights exists
Like stray childs
Abandoned by
A selfish drunk father.

And when the strings of the Moon are being cut,
She is gonna laying, going down.
And I feel all your miss, our sorrow,
That makes us cry a dawn of anger.

Because all nights are accomplished secrets
Between spotless lonely hearts.

Passeio

Eu estava “adiando” este post há algum tempo. Às vezes dói escrever, às vezes o que se escreve dói, às vezes ambos. Mas uma escrita nunca vem sozinha, por ela mesma – tem sempre uma pegada, uma fisgada ali, latente. Nessas horas é bom ser cauteloso com o que se escreve, com o que se fala escrevendo, para não machucar demais, para não se desgastar demais a ponto de não estar suficientemente inteiro pra viver o que vem logo na sequencia desse flagelo; o texto, a tessitura.

Estive viajando nos últimos dias, fui para uma cidade que é referência nas minhas memórias de infância. Sempre que eu ia para lá, o caminho da rodoviária até o local de minha hospedagem era uma única rua, uma descida e uma subida leve – subida essa que eu sempre fazia correndo, não importando o tamanho da bagagem, porque sabia que lá na porta da casa estaria meu avô sentado no banco de pedra me esperando com um sorriso e um abraço. E isso era revigorante. O passeio dessa rua, assim como o de boa parte da cidade, era desenhado com uma flor; um desenho bem simples, mas que ficava bonito no passeio. Eu sempre gostei desse desenho. De ver ele passar por mim enquanto eu corria. E foi exatamente isso que aconteceu, é o que acontece. Os desenhos no chão vão passando enquanto a gente corre.

Meu avô já morreu faz um tempo. A casa não é mais a mesma, o banco de pedra não existe mais. Os passeios dessa cidade já são, há um tempo também, passado. As flores morreram. Boa parte de minhas vivências, hoje são somente memórias mesmo. Mas sempre que eu vou para lá, desço e subo a mesma rua, e subo correndo, não importando o tamanho da saudade. Eu sei que em mim ainda há um avô esperando o menino chegar, sentado no banco de pedra. Com um sorriso e um abraço. E isso é reconfortante.

Permanências