Caminhava suspirando os segredos
Das reentrâncias de mim mesmo, minhas geografias,
E no frio dos pelos de água das chuvas, toquei-me
A pensar no que há de mais ruivo e sincero em mim:
Essa alma atormentada que eu amo
Com um peito de asfalto, memórias e sonho;
Essa mulher.

A tal que me despe de minhas claustrofobias e
Me afoga em sua nuca, constringindo meu corpo.
Onde dali em diante, escravo há,
Que trabalha sob o pulso de teus caprichos,
Marcado pela atrocidade que é servir e ser senhor
De todas as suas concupiscências.

Essa é a ela,
A tal, a própria, a óbvia.
Que no chão de meu espírito
Faz crescer girassóis e lápides.
Ela sou eu.

2011

Muito bem,

Começo o ano com esse endereço novo para o blog (o outro foi desativado de vez) e agradecendo MILHÕES DE VEZES a pessoa que tornou tanto o antigo quanto esse novo espaço algo possível: Mima Carfer, OBRIGADO! ;P

Tenho também uma notícia dos 48 do segundo tempo de 2010: Fui publicado na edição de dezembro da revista virtual “Germina Literatura” . Quem quiser conferir o que está por lá (são quatro textos e, gente, a página é muito linda… #amei) é só acessar:  http://www.germinaliteratura.com.br e me procurar entre os “Raros”.  Ah, e por favor, aproveitem e deem uma bela olhada na revista como um todo, porque vale MUITO a pena.

Por enquanto é isso.

Feliz ano novo a todos.  Realizações e sucesso!

PS: Minha promessa de ano novo foi aprender a usar o Twitter. Se rolar, algumas coisas devem acontecer por lá também!